Texto publicado com a colaboração da COBRAP
Batuque
Valente por natureza
Nome: Batuque
Filho de Topetinha e Goiano
Espécie : Bicudo – Subespécie : Oryzoborus crassirostris maximiliani
Batuque utilizava anilha aberta do IBDF ( regulamentação para anilha fechada começou em 1988 ) tinha o bico predominando o branco com duas manchas pretas na parte superior;
Tipo de canto : Goiano Clássico , da melhor qualidade; aprendeu a cantar com o bicudo Melodia do plantel de Hélio Bragança .
Ano de nascimento : 1976 – na casa do Sr. Moacir Santos – Brasília – no início da carreira se chamava Kemps, em homenagem ao centroavante matador da seleção Argentina.Quando adquirido pelo Sr.Aloisio Pacini Tostes, este o rebatizou de Batuque, em função do canto alto, que o destacava na roda.
Lista
de proprietários por que passou :
Sr. Moacir Santos – Helio Bragança – Dr. Marcio Moreira –
Aloisio Pacini Tostes – Antonio Carlos Flores Carone – Sergio Gusmão
da Silva, Geraldo Guaraldo, Carlos Henrique da Fonseca Jorge – Carlos
Zuffo – Aloisio Pacini Tostes – Alex Serra, na mão de quem
morreu.
Ano
em que passou a ser conhecido : 1978, ainda com o nome de Kemps
Quantidade
de trouféus : ganhou quase 100, sendo vários primeiros lugares
Curiosidades
sobre o Batuque :
Em
1982 em Belo Horizonte na mão de Dr. Márcio, realizou uma maravilhosa
disputa com o bicudo Abertura o torneio todo um e outro cantando na cara do
outro durante 5 horas classificando-se em terceiro e quarto lugares respectivamente.
Em
1985 em Cuibá, Sr. Aloisio + Dr. Barbusse Pires Leal foram ao torneio,
ocasião em que Batuque tocou da roda o bicudo Levente, em 30 minutos,
o grande bicudo da época , que depois mudaria o nome para Brigadeiro.
Em
1987, em Belo Horizonte Batuque tocou da roda às 10.30 hs o bicudo extraordinário
Dom Diego , também muito conhecido na época.
Em
1987, em Brasília , Batuque ao lado de Sobe-e-Desce , numa das maiores
disputas já vistas até hoje em um torneio os dois terminaram o
torneio estafados e se classificaram em 16 e 17 lugar, o proprietário
do Sobe e Desce à época destruiu o respectivo troféu considerando-o
como um abacaxi.
Em
outro torneio dos campeões em 1985 em Belo Horizonte , Batuque ganhou
do Sobe-e-Desce por um canto e do Napoleão em terceiro e Chico Viola
em quarto, lendários bicudos da época.
Em
1986 , em Uberaba , na hora da marcação veio um temporal e o céu
escureceu. Todos os pássaros pararam assustados , exceto o Batuque ,
que continuava a cantar até às 14:30 horas , como se nada estivesse
acontecendo.
Quando
ia para o brejo, cantava mais de meia hora direto, tremendo as asas.
Quando
ia para os torneios e dormia nos hotéis, se ficasse uma pequena fresta
de luz no quarto, ele cantava a noite toda.
Cantava
sempre acasalando o vizinho com a cabeça arrupiada e de repente vinha
na tela cantando com toda a força bem na cara do adversário;
Costumava
mastigar as penas do rabo de tanta raiva dos outros bicudos cantando muito próximos;
- Extraordinário galador, deixou um filho identificado o Batuquim atualmente
com o Sr José Geraldo Amadeu – em Araçatuba; suspeita-se
que haja filhos dele na região de Volta Redonda RJ.
- Sua mãe Topetinha, estraordinária bicuda cantava como macho,
se fosse instigada ou colocada perto de passaros estranhos; em Cuiabá
passou como se fosse um bicudo pintado em cima das mesas do hotel cantando em
surdina para vários bicudos machos;
Falecimento
: Batuque faleceu em 1990, quando seu proprietário era o Sr. Alex Serra
, em Cuiabá;
Motivo do falecimento: estava pendurado do lado de fora da casa, o carro do fumacê da dengue passou e o veneno o contaminou. Não fosse esta fatalidade, talvez até hoje poderíamos apreciar este belo pássaro dar seu espetáculo.
Felizmente
seu canto de voz clara e muita melodia, foi gravado e hoje serve de mestre a
inúmeros criadores tendo o estilo dos mais valorizados e modelo para
padrão de canto, perpetuando assim seu canto inigualável.