O interior paulista reúne há muito tempo grande quantidade de criadores e admiradores do canto dos bicudos. Também no triângulo mineiro a criação de bicudos sempre foi bastante difundida.
| A estrada de ferro que ligava Campinas à Brasília, passando por cidades mineiras como Uberaba, Uberlândia e Araguari e por Goiânia, promoveu a partir de 1968 grande integração entre os admiradores dos bicudos destas regiões. Muitos bicudos foram transportados pela linha Bandeirante da Companhia Mogiana. | ![]() |
Essa integração causou alguma miscigenação nos dialetos do canto de bicudos das regiões circunvizinhas à ferrovia. Observou-se que um canto se sobressaía entre os pássaros dessa região, com notas de entrada Suim-Suim e gargalhada de divisão de canto Quem-Quem-Quem. Esse canto inicialmente foi chamado de Canto Ribeirão.
Mais
tarde a ferrovia, que acabou conhecida popularmente como Alta Mogiana emprestou
seu nome ao canto, que passou a ser chamado de Canto Alta Mogiana.
No
início da década de 80 os aficionados pelo canto dos bicudos e
organizadores de torneios deram início à elaboração
de documentos para a regulamentação da avaliação
do bicudos nas provas de canto clássico. Os primeiros regulamentos já
contemplaram a categoria Canto Alta Mogiana.
Muitos
bicudos se destacaram nessa categoria de canto, mas nenhum igualou a marca do
Bicudo Fiote. Em 1987, com seu primeiro proprietário, Sr Jorge Boeris,
antes mesmo de completar 2 anos, ainda maracajá e disputando com bicudos
pretos, tornou-se campeão nacional. Não se tem notícia
de outro bicudo que tenha alcançado um título nacional tão
jovem. Adquirido pelo Sr Celso Jardim, em 1992, foi campeão nacional
da categoria Alta Mogiana Sem Repetição nos anos 93, 94 e 95.
No ano seguinte, já de posse do Sr Ednei Davi, de Indaiatuba-SP, conquistou
mais um título nacional.
Com
a gravação de seu canto, Fiote constituiu um marco, estabelecendo
uma linha de canto que produziria muitos outros campeões. O Bicudo Fênix,
que possui um dos CDs gravados mais vendidos, aprendeu com uma gravação
do Fiote e reproduz com perfeição as notas e a seqüência
melódica do canto do mestre.
Poderíamos citar muitos outros exemplos de pássaros de destaque
que apresentam essa linha de canto. O certo é que muitos títulos
nacionais foram e ainda serão conquistados por bicudos que apresentam
canto Alta Mogiana da linha Fiote.
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Canto do bicudo Fiote
|
Saiba mais sobre o bicudo Fiote
| Canto Clássico Alta Mogiana |
|||
| Bloco |
Notas |
Quantidade |
34 |
| 01 |
Suim Suim |
2 |
Notas de
entrada |
| 02 |
Kem kem |
2 |
Gargalhada
de entrada |
| 03 |
Ti Qué
Ti |
3 |
Ligação de
canto |
| 04 |
Gam Tuí |
2 |
Preparação |
| 05 |
TuéTiá Tió |
3 |
Variação |
| 06 |
Ti Té |
2 |
Batida |
| 07 |
Ti Ti |
2 |
Variação |
| 08 |
Gam Ti Qué Ti |
4 |
Ligação |
| 09 |
Gam Tuí
Tué Til |
4 |
Variação |
| 10 |
Ti Tu Ti |
3 |
Preparação |
| 11 |
Gam Ti TéTi |
4 |
Batida |
| 12 |
Quem Quem Quem |
3 |
Div de canto
ou fecha |
| |
|
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| |
Obs: |
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| |
Após a divisão de canto ou fechamento
com duas ou mais notas ( Quem
Quem Quem), o Bicudo inicia
o módulo de repetição no no (Ti Qué Ti ), ou
seja, na Ligação de Canto. |
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| |
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| |
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| Módulo de Repetição |
|||
| |
|||
| Bloco |
Notas |
Quantidade |
30 |
| 01 |
Ti Qué
Ti |
3 |
Ligação de
canto |
| 02 |
Gam Tuí |
2 |
Preparação |
| 03 |
TuéTiá Tió |
3 |
Variação |
| 04 |
Ti Té |
2 |
Batida |
| 05 |
Ti Ti |
2 |
Variação |
| 06 |
Gam Ti Qué Ti |
4 |
Ligação |
| 07 |
Gam Tuí
Tué Til |
4 |
Variação |
| 08 |
Ti Tu Ti |
3 |
Preparação |
| 09 |
Gam Ti TéTi |
4 |
Batida |
| 10 |
Quem Quem Quem |
3 |
Div de canto
ou fecha |
Regulamento de Canto de Bicudos -
COBRAP