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O Curió   
 

Ordem - Passeriformes; Sub-Ordem - Oscines; Família - Emberizidae; Sub-Família - Emberizinae; Gênero - Oryzoborus-Angolensis; Nomenclatura popular - Curió ou Avinhado.

Nomenclatura popular em Inglês: Thick-billed
Nomenclatura popular em Espanhol: Semillero Picogueso

        Recebeu o nome popular de Curió, que na língua tupi guarani significa "Amigo do Homem", pela característica de aproximar-se das aldeias, afeiçoando-se à presença dos seres humanos. Foi, erroneamente classificado por Linnaeus em 1766, recebendo o nome científico Oryzoborus Angolensis Angolensis, válido até hoje. Oryzoborus em alusão ao fato de comer sementes de arroz e Angolensis por ter atribuída sua origem à África.
Em 1944, Olivério Pinto, o pai da ornitologia brasileira, atribuiu a origem do curió ao Brasil e ao Estado da Bahia, também de forma equivocada.

        São três espécies conhecidas. O mais exótico é o Oryzoborus Angolensis Funereus( presente da Venezuela até o México), o Oryzoborus Angolensis Torridus (típico do norte do Brasil e ligeiramente menor) e o Oryzoborus Angolensis Angolensis (existentente do México à Argentina). O Angolensis Angolensis é o de maior interesse, por suas qualidades canoras e fibra.

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        O Museu de História Natural de Louisiana, EUA, empreendeu analise de DNA das 3 espécies conhecidas de curiós, o Oryzoborus Angolensis Funereus, o Oryzoborus Angolensis Torridus e o Oryzoborus Angolensis Angolensis, comprovando suas descendências dos mesmos ancestrais comuns e a origem nas Américas. O MHNL encaminhou proposta à Confederação Ornitológica Mundial para a unificação das três em uma única espécie, dada a mestiçagem espontânea ocorrida entre elas na natureza, mas essa foi rejeitada.


Oryzoborus Angolensis Fureneus

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        Já pôde ser encontrado em todas as regiões da América, do México à Argentina, com maior concentração na zona litorânea. A destruição de seu habitat e a caça predatória causaram o seu desaparecimento de algumas regiões e a redução das populações nativas nos locais onde ainda pode ser encontrado em vida livre. Sua reprodução em ambiente doméstico, iniciada há mais de 50 anos, encontra-se muito desenvolvida e já garante a perpetuação da espécie.

        A habilidade para aprender e incorporar notas ao seu canto, com voz suave, que permite comparação com o som do violino, levou a identificação de mais de uma centena de dialetos regionais, sendo os mais importantes o Praia Grande do litoral paulista, o Paracambi do Rio de Janeiro, o Vitéu da Bahia, o ViViTeTeu de Pernambuco, o VoVôViu de Alagoas, o Timbira do Maranhão e o Canto Florianópolis de Santa Catarina.

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        Pode viver em ambiente doméstico por mais de 30 anos. Apresenta coloração parda amarronzada até chegar à idade adulta, quando adquire a plumagem negra na cabeça no pescoço e nas asas. Nas asas apresenta uma pinta branca, chamada de mosca da asa pelos seus admiradores. No peito e no ventre adquire uma coloração avinhada, que lhe valeu o nome popular de avinhado.
As fêmeas permanecem pardas por toda a vida, variando um pouco a tonalidade de sua plumagem.

        Com mais de meio milhão de criadores cadastrados no IBAMA, o curió é o pássaro de nossa fauna nativa mais presente nos lares brasileiros.

        Sua reprodução em ambiente doméstico está facilitada por mais de 40 anos de seleção. É possível, ao que se inicia na atividade, adquirir pássaros com genealogia conhecida há muitas gerações, podendo optar por descendentes de ícones do canto clássico ou da fibra, conforme sua preferência.

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        A essa possibilidade se somam inúmeros recursos disponíveis nas lojas especializadas, como rações, misturas balanceadas de sementes, suplementos, simbióticos, medicamentos, ninhos e gaiolas com diversidade de modelos e todo o aparato empregado no ensinamento do canto desejado.


        Com um pouco de estudo, alguma organização e muito carinho, a reprodução dos curiós está ao alcance de quem desejar dedicar-se a atividade.

        Os curiós apreciam a companhia do homem, desenvolvendo grande afeição pelas pessoas que lhes dão atenção. Gostam de passeios de carro e de caminhadas ao sol com a gaiola na mão.


        Ajustam-se facilmente a qualquer rotina de manejo que não seja absurda. Onde há higiene e boa alimentação, são pássaros muito resistentes as enfermidades, ativos e cantadores.

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